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Acordo de Livre-Comércio Continental Africano apresenta-se como oportunidade para produtos da ilha do Fogo

O acesso a um mercado maior possibilitará aumentar a produção e com isso vender os bens ou serviços a preços mais reduzidos para o consumidor final, disse a presidente da Associação de Produtores do Vinho do Fogo (APVF).

Saiba mais: 

Fogo: Acesso a um mercado maior possibilitará aumentar a produção – associação de produtores  

SUCLA comemora 85 anos com o melhor ano da sua História

 
Em 1935 começava a história de uma indústria que teve a sua primeira casa em Tarrafal de Monte Trigo, na ilha de Santo Antão.
António Assis Cadório mudou-se para o Tarrafal de São Nicolau e assim iniciou uma das mais antigas empresas de Cabo Verde.
Surpreendentemente, é na Segunda Guerra Mundial que a SUCLA regista um grande crescimento com o aumento do consumo das conservas pelos exércitos em conflito. Após esse período, a fábrica não perdeu mais o ritmo. Adquiriu barcos e melhores condições para a produção.
De um enorme barracão coberto de palha à indústria que hoje tem um produto tão bem reconhecido pelo mercado nacional e pela diáspora, seguiram-se diversas aventuras, sustentadas por muito investimento que permitiu à unidade transformadora crescer e tornar-se no que é atualmente.
Em 1962, a unidade fabril passa a dedicar-se apenas ao processamento e conserva do peixe e entrega as suas embarcações aos pescadores do Tarrafal, numa acção que permitiu a abertura do mercado e melhor estabilidade social no Tarrafal.
Do empreendedor Cadório que deu nome às latas de conserva que hoje circulam de mão em mão pelo mundo, a fábrica passa a ser liderada por Jack Pinheiro a partir dos anos 90.
Mas o âmbito da actuação da SUCLA vai além das suas preocupações de produção. A empresa tem um importante papel social na ilha e de consciencialização sobre os recursos marinhos. Exemplo disso, foi a criação do Museu da Pesca em 2015, uma parceria com o Governo de Cabo Verde através do Instituto do Património Cultural e do Arquivo Histórico Nacional, com apoio técnico do M_EIA (Mindelo_Escola Internacional de Arte), , e o Museu da Baleia da cidade americana de New Bedford . A antiga residência do fundador da fábrica, o Sr. Cadório, tornou-se numa estrutura histórica ao albergar este museu que faz uma interpretação entre o antigo e atual processo de conserva e da própria memória coletiva ligada a ele.
Ligado ao projecto, nasceu uma linha de enlatados gourmet que se encontram apenas nas lojas parceiras do Museu. Os enlatados de percebes e lapa são produzidos em reduzida quantidade como forma de proteger e consciencializar sobre a exploração descontrolada das espécies.
Francisco Spencer, o atual administrador da SUCLA, tem novos desafios em mãos. Tal como o restante mercado, a empresa teve de se adaptar à situação gerada pela atual pandemia do Covid-19, e apesar de neste ano o consumo nacional ter baixado, a fábrica conseguiu aumentar a exportação para os Estados Unidos da América, para onde exporta há cerca de 10 anos.
A exportação para os EUA atingiu este ano um valor recorde de cerca de 6 mil caixas, representando um volume de exportação de cerca de aproximadamente 60 mil contos, o que representa um aumento de 37,5% em relação ao ano de 2019.
O desafio agora é chegar às 10 mil caixas exportadas para esse destino.
A fábrica, que está dimensionada para produzir 5.000 toneladas/ano de tunídeos e empregar 210 trabalhadores, não tem conseguido produzir mil toneladas de peixe por ano, e, consequentemente, tem empregado uma média de 150 trabalhadores mas tem por objectivo aumentar estes números e para isso conta com o tão aguardado complexo de pesca que deverá ser construído na ilha.
“Nunca conseguimos ter stock para encher os armazéns”, afirma Francisco Spencer, ao explicar que a quantidade de matéria-prima é insuficiente para a procura que vem de Itália, Portugal, Holanda e Bélgica.
No entanto, Francisco Spencer diz com certeza relativamente aos diversos desafios colocados à empresa durante estes últimos 85 anos: “Somos o que somos graças aos nossos consumidores”.
A SUCLA é uma unidade fabril que faz parte da identidade cabo-verdiana. O Tarrafal de São Nicolau continua a desenvolver-se à volta da empresa e os seus produtos, que apesar de não serem referência nas tabelas das alfândegas, são uma ‘Incmenda d’terra’ de enorme valor para a Diáspora Cabo-verdiana que se encontra espalhada por todo o mundo.
 

SOCIAVE, uma empresa que ousou, persistiu, investiu e acreditou

A Sociave, de capital 100% cabo-verdiano, é uma empresa criada para abastecer o mercado com produtos avícolas. A empresa era antes denominada Mindave – Aviário do Mindelo, criada em 1972. Após a Independência, a empresa foi nacionalizada e, em 1976, passou a pertencer ao Estado de Cabo Verde. Posteriormente, a empresa foi privatizada e em 1994 nascia a SOCIAVE, SARL.
 
Com a visão de ser uma empresa reconhecida e de referência no mercado nacional e internacional, como produtora e fornecedora de produtos avícolas de alta qualidade, apostou na certificação e, após um longo processo, muito investimento, esforço e sacrifício, conseguiu o ISO 22000:2005, o mais alto certificado na área da alimentação e controle de qualidade a nível mundial. É, hoje, a única empresa nacional que produz frango a nível industrial.
 
A certificação garantiu parâmetros de qualidade, reforçou a confiança do consumidor nacional e, tendo como objectivo crescer com o turismo, a empresa passou a abastecer, também, as grandes unidades hoteleiras no Sal e na Boa Vista com ovos, e o mercado nacional com ovos, frangos e seus derivados. Hoje, os seus principais mercados são S. Vicente, Sal e Santiago, sendo também a Boa Vista um importante mercado, não obstante os problemas de ligação à ilha.
 
O sector do turismo teve e tem um papel importante para a empresa, representando cerca de 30% do seu negócio. Com a pandemia e a paralisação do fluxo de turistas, a SOCIAVE procurou outros mercados e apostou na exportação de ovos para a Guiné-Bissau, competindo com Portugal e Senegal. Uma forma de, por um lado, fornecer mercados internacionais e, por outro, encontrar alternativas para debelar a crise. Até Setembro de 2020, a empresa já tinha exportado para a Guiné-Bissau o equivalente a cerca de 30 mil contos/300 mil Euros.
 
Não obstante as dificuldades, a SOCIAVE ousou, persistiu, investiu e acreditou. Por isso, é um caso de sucesso e um exemplo claro de que empresas cabo-verdianas podem, sim, exportar e conquistar outros mercados!

Formação de promoção do AGOA com retorno muito positivo dos participantes

O webinar “Promovendo exportações através do AGOA e diversificação económica de Cabo Verde”, que teve lugar a 13 de agosto, teve como finalidade a introdução de recursos e oportunidades para as empresas cabo-verdianas oferecidas pelo mercado dos Estados Unidos.

O evento que foi realizado de forma totalmente online foi organizado pela Cabo Verde TradeInvest em parceria com a Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento e Câmara de Comércio de Barlavento, com o apoio da Embaixada dos Estados Unidos em Cabo Verde, USAID e a West Africa Trade and Investment Hub.

A formação contou com a inscrição de 120 formandos, entre eles as empresas nacionais BADIA Natural Cosméticos, Terra Verde, Royal, Jbey – Sol na Baia, AFREEKANA, Kriol Destillery, Maria Chaves, Vinho Sodade, Zebra Travel e Paradise Soaps. O retorno das entidades envolvidas e dos formandos foi muito positivo e demonstrou a vontade de continuar a trabalhar mais no sentido de exportar os seus produtos para o mercado dos Estados Unidos da América através do AGOA.

 

Maria Graça, Administradora da ASDE Nova

“Parabenizamos os organizadores do webinar AGOA realizado no passado dia 13 de agosto e que efetivamente serviu para um melhor entendimento sobre o AGOA e o West Africa Trade & Investment Hub.

O webinar foi de extrema utilidade e motivador para prosseguirmos com os nossos objetivos de exportação para os EUA. Os especialistas apresentaram os temas de forma clara e objetiva e as informações muito importantes. Devemos agora trabalhar no sentido de tirarmos proveito deste programa tão importante como é o AGOA.

Muito obrigada pela excelente oportunidade que me foi dada em aprender mais sobre o AGOA”.                                                    

 

Inês Silva – Paradise Soaps

“É com grande apreciação que escrevo. Sinto-me reconhecida pelo convite que me foi enviado para participar do evento zoom. Eu considerei muito informativo e consegui entender como a AGOA funciona. Espero sinceramente por novas sessões em breve. Muito obrigada.”

 

Carlos Silva – Terra Verde

“A participação na formação à distância a convite da Cabo Verde TradeInvest sobre os critérios de elegibilidade do AGOA, foi muito importante para ficar a conhecer melhor o AGOA e suas potencialidades de negócio em outro patamar de oportunidades e horizontes que se abrem para alavancar a nossa Marca e produtora de Sabonetes Artesanais Naturais” 

Do lado das entidades organizadoras, a satisfação e o apelo à promoção da exportação também se fizeram notar:

 

Amanda Porter, Ministra Conselheira da Embaixada dos EUA em Cabo Verde

O setor empresarial privado em Cabo Verde tem muito potencial que os Estados Unidos gostariam de ajudar a perceber. Como muitos de vocês sabem, o Ato Africano de Crescimento e Oportunidade (ou AGOA) foi originalmente promulgado em 2000 e foi estendido até 2025.

Apenas 38 países são elegíveis para acesso ao mercado livre de impostos através do AGOA. Com base nesta ferramenta, os mercados poderão fomentar as suas economias, reduzir a pobreza, respeitar os direitos humanos, estabelecer o Estado de Direito e o pluralismo político e combater a corrupção.

Cabo Verde é líder no continente em todas essas áreas. É por isso que, nos próximos anos, gostaríamos de ver mais empresas cabo-verdianas aproveitarem os benefícios do AGOA, contribuindo para o crescimento económico e fortalecendo os laços comerciais com os Estados Unidos.

Mesmo que alguns aspectos da economia de Cabo Verde tenham sido abalados pela pandemia COVID-19, a reputação do país como líder democrático e económico na região permanece forte. E vocês – as empresas do setor privado de Cabo Verde – terão um papel fundamental a desempenhar na recuperação económica do país a partir dessa crise.

 

Ana Maia – Administradora da Cabo Verde TradeInvest

“Promover a exportação, tem especial importância nesta atual conjuntura. É fundamental que empresas com capacidade de exportação consigam abordar mercados internacionais. A pandemia do Covid-19 trouxe muitos desafios ao mundo e mais especificamente a países como Cabo Verde, onde as empresas foram obrigadas a reinventarem-se.

Temos ouvido alguns relatos de empresas cabo-verdianas que só não fecharam as portas porque conseguiram exportar o excedente de produção que tinham previsto para o consumo interno.”

A formação terá continuidade através de um encontro que será realizado em breve com os formandos e entidades envolvidas, no sentido de abordar quais as necessidades de adequação do AGOA ao contexto cabo-verdiano para a promoção da integração desta ferramenta na exportação e, consequente, pleno usufruto dos seus benefícios.

CV TradeInvest e USAID/West Africa Trade Hub organizam formação para Exportação através do AGOA https://cvtradeinvest.com/news/cv-tradeinvest-e-usaid-west-africa-trade-hub-organizam-formacao-para-exportacao-atraves-do-agoa


 
Documentos para o setor privado de Cabo Verde
 
 

 

Garça Real prepara nova exportação de grogue para os EUA

A Garça Real, marca de bebidas espirituosas, produzidas e engarrafadas em Santo Antão, está a preparar nova exportação para o mercado dos Estados Unidos da América para realizar ainda este ano.

A intenção de continuar a exportar foi motivada pelo sucesso do produto nesse mercado resultante da primeira experiência realizada em dezembro do ano passado, quando a empresa exportou um contentor de 20 pés com cerca de 8 a 10 mil garrafas de grogue.

De acordo com a gestora da marca, Helena Delgado, a recepção do mercado foi muito boa, o que motivou a proposta de fazer novo envio em breve com o mesmo volume. Acrescentou ainda que a empresa tem planos para exportar os seus produtos para a Europa a breve trecho.

A empresa faz o engarrafamento do seu produto na localidade de Garça, na Ribeira Grande de Santo Antão, sendo uma empresa da família Oliveira Delgado, que tradicionalmente faz a extração da cana sacarina e produção do grogue há mais de 100 anos. Da bebida engarrafada, são comercializados o grogue, grogue velha e ponche de Mel de Cana.

A Garça Real esteve presente na primeira Expo Económica e Comercial China – África que teve lugar em novembro de 2019, na província de Hunan, com a presença de mais de 10 mil convidados de 53 países africanos, tendo representado Cabo Verde no certame. No mesmo mês também participou na feira de Xangai, juntamente com uma delegação nacional liderada pelo Ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro.

A marca Garça Real foi lançada em agosto de 2017 e está inscrita no Diretório de Empresas Exportadoras e Prestadoras de Serviço da Cabo Verde TradeInvest.

Kriol Distillery exporta para França pela primeira vez

A marca de bebidas espirituosas Kriol Distillery exportou 3 456 garrafas de vodka, de 70cl, com destino a França esta semana  pela primeira vez e pretende chegar a outros mercados internacionais europeus.

De nacionalidade cabo-verdiana e com base em Santiago, além da vodka, a empresa produz Gin normal e Pink Gin (com mistura da flor do bissap), fornecendo o mercado nacional e também internacional.

Prémio do International Taste Institute para Gin Oásis

Aplicativo “Na nos mon” vai ajudar no combate ao coronavírus

Com o aplicativo instalado no telemóvel, as pessoas podem receber uma notificação a alertar que estiveram perto de alguém infetado com covid-19. Mas, nunca saberão como, onde e quando.

Saiba mais em: http://www.rcv.cv/index.php?paginas=21&id_cod=24678

Prémio do International Taste Institute para Gin Oásis

Há dois anos iniciaram um levantamento pelas ilhas para identificar e seleccionar componentes que poderiam dar origem a um produto único e diferenciador.

Mais informações em: https://anacao.cv/grupo-oasis-atlantico-recebe-premio-do-international-taste-institute-pelo-seu-gin-oasis/

Emprofac já colocou no mercado 64.000 máscaras ‘made in’ Cabo Verde

Cerca de 64 mil máscaras comunitárias produzidas em Cabo Verde, para prevenir a transmissão do novo coronavírus, já foram colocadas no mercado cabo-verdiano, disse, em entrevista à Lusa, o presidente da empresa pública Emprofac, Fernando Gil Évora.

Saiba mais em: https://expressodasilhas.cv/pais/2020/05/22/emprofac-ja-colocou-no-mercado-64000-mascaras-made-in-cabo-verde/69578

iFome primeira empresa nacional classificada no no Startup Blink

A startup cabo-verdiana iFome está classificada na primeira posição entre 12 outras nacionais no Startup Blink, uma agência que se dedica a mapear ecossistemas tecnológicos no mundo inteiro.

Mais informações em: http://www.rcv.cv/index.php?paginas=21&id_cod=24563